Edição 2012 do Curso faz abordagem prática de hemostasia e trombose

Com salas cheias do início ao fim, a 24ª edição do Curso da Escola Brasileira de Hematologia, realizada entre 13 e 15 de setembro de 2012, em Campinas, São Paulo, trouxe à discussão aspectos relacionados à hemostasia e trombose. Um olhar prático, baseado na vivência diária de hematologistas e profissionais dá área, garantiu ao curso seu caráter educacional e multiprofissional.

Ao longo dos dois dias e meio do encontro, que foram divididos em abordagens ligadas à doença de plaquetas, no primeiro, e de doenças da coagulação, no período restante, os mais de 200 participantes puderam compartilhar experiências, e juntos discutir soluções, por meio dos casos clínicos apresentados no decorrer das palestras. “Nos baseamos no modelo adotado pelo  New England Journal of Medicine, no qual há discussão do tema a partir dessa apresentação. No final, retomamos o caso inicial e finalizarmos seu diagnóstico”, conta o professor Roberto Passetto Falcão,  idealizador da EBH.

Responsável pela elaboração da grade científica do Curso, o hematologista Élbio D’Amico partiu da interface que a área de hemostasia e trombose faz não apenas com a onco-hematologia, mas com outras especialidades como cardiologia, neurologia, traumatologia, cirurgia vascular, angiologia e obstetrícia. Assim, os participantes tiveram acesso a aspectos referentes a: fisiopatologia, diagnóstico e terapêutica; plaquetopenias e plaqueopatias hereditárias e secundárias; trombocitopenia imune; plaquetoses e tromboses; doença de Von Willebrand; coagulopatias raras; hemofilias; entre outros.

Para o vice-presidente da ABHH, Dimas Tadeu Covas, a educação continuada de médicos, especialmente na área de hemostasia e coagulação, que é deficiente, é fundamental para que haja evolução da especialidade, não só do ponto de vista do médico, mas do sistema de saúde. “Algumas questões discutidas no curso, como hemofilia, diagnóstico e tratamento, dão uma visão maior para o médico do sistema de saúde, bem como e o que é necessário fazer para aperfeiçoar os especialistas”, afirma Covas.

Sob a coordenação do professor Roberto Passetto Falcão, Dimas Tadeu Covas, Marco Antônio Zago e Élbio D’Amico, o curso teve o apoio da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e do Hemocentro de Ribeirão Preto.

Da esq. para a dir.:  Covas, Passeto, Ricardo Pasquini e D’Amico.

Da esq. para a dir.: Covas, Passeto, Ricardo Pasquini e D’Amico.

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